Segunda-feira, 28 de Maio de 2007

Estuário Do Sado

Estuário Do Sado

 

Morfologia

 

O estuário do Sado possui uma área de aproximadamente 160 km2 com um comprimento de 20km e uma largura média de 8Km. A profundidade média é 8m, sendo a máxima da ordem dos 50m.

A região constitui uma das áreas naturais de maior valor ecológico e paisagístico de Portugal. Numa posição central do território nacional, a região foi ocupada desde cedo, desenvolvendo-se na época romana a actividade industrial de salga e conservação de peixe. O Estuário do Sado é o segundo maior estuário de Portugal e constitui a terceira zona húmida mais importante do território português, em termos das aves aquáticas que o visitam. Com grande importância para a Conservação da Natureza, a região desempenha simultaneamente um papel importante no lazer e recreio das populações e visitantes 

 

 

 Estuário Do Sado

 

O Estuário do Sado é uma Reserva Natural da mais elevada importância ambiental, pelas suas características ímpares de dimensão, orientação geográfica e condições naturais para reprodução e crescimento de muitas espécies vegetais e animais, de onde se destacam várias tipos de peixes, cefalópodes, moluscos e aves.

Sempre ameaçado por decisões humanas de implantações industriais, consegue no entanto sobreviver e manter uma beleza ímpar em qualquer altura do ano. Navegar por este Estuário, é percorrer a Costa de Tróia, avistar a antiga Cidade Romana da Ilha de Àcala, as ricas zonas de sapal, os campos de interface com o montado e o pinhal.

 

 

 Estuário do Sado

                           A fauna

 

Na Reserva Natural do Estuário do Sado (R.N.E.S.) estão registadas 261 espécies de vertebrados, das quais 8 são anfíbios, 11 são répteis, 211 são aves e 31 são mamíferos.

 

 

 

 Lagartixa

 

Na águas do Estuário vive uma grande diversidade de animais, dos muitíssimo pequenos a ponto de não se verem, aos animais que pesam o triplo ou o quádruplo do homem. Aos muito pequenos chamamos plâncton e servem de alimento aos animais maiores que os conseguem "filtrar" da água. Este absorve nutrientes dos sapais e de outras origens. Nos lodos habitam as minhocas, muito procuradas para a pesca desportiva. Erradamente são apanhadas em excesso e exportadas. Em consequência as aves e peixes ficam com menos alimento e o lodo revolvido durante a apanha provoca grandes problemas ao Estuário. Os polvos, chocos e lulas são animais calmos por natureza, juntamente com alguns animais escondidos em conchas como a amêijoa e a ostra portuguesa que quase desapareceu devido a  tintas anti-vegetativas colocadas nos fundos dos barcos. Não menos interessantes são os caranguejos, santolas, sapateiras e camarões, outrora abundantes mas que agora são capturados e exportados pondo em risco a vida dos seu predadores naturais Os mais conhecidos são os peixes. Até hoje já foram identificadas 69 espécies. Destas destacam-se o robalo, o charroco, a taínha, a solha o linguado, o salmonete e a corvina. Estes dois últimos, extremamente dependentes do Estuário estão em risco de extinção local. A poluição e captura exagerada de alguns animais que lhes serviriam de alimento e dos próprios peixes tem contribuído para a drástica diminuição dos efectivos pesqueiros.

 

 

    Salmonete

 

 Os Golfinhos Roazes são a imagem de marca deste Estuário, onde existe uma comunidade residente que continuamente busca os peixes e chocos que são a base da sua alimentação.

 

 

 Golfinhos roazes

 

Rainhas dos ares, modelos da tecnologia aérea, algumas aves procuram também o Estuário para se alimentarem. O perna -longa que nidifica nos muros das salinas, os alfaiates e flamingos. Podem ainda ser vistas em grandes bandos os maçaricos, as garças, os borrelhos e os pilritos. As aves aventureiras são gaivotas, patos, mergulhões, mergansos, e corvos marinhos. Porém o trono dos céus é ocupado pelas aves de rapina, águias sapeiras e águias pesqueiras.

 

 Águias pesqueiras

 

As cegonhas apesar de se tratar de uma espécie migradora, nos últimos anos, devido à melhoria das condições climatéricas, tem preferido permanecer por Portugal todo o ano, tornando-se uma presença assídua na Reserva Natural do Estuário do Sado.

 

 Cegonhas brancas

A flora

 

Quilómetros de dunas a perder de vista com enormes extensões de pinhal (e nenhuma construção) e um mar magnífico constituem um cenário idílico que poucos países europeus se podem gabar de possuir. Portugal pode orgulhar-se, por enquanto, de possuir paisagens naturais únicas, embora, para manter intacta esta surpreendente faixa litoral, seja urgente torná-la numa das zonas mais protegidas na reserva, com acesso pedonal limitado. Das inúmeras espécies de flora que se podem encontrar nas diversas áreas da R.N.E.S., como os sapais, as dunas, entre outras, destacam-se as seguintes pela sua manifesta beleza: Giesta, Dedaleira, Lírio, Feto, Camarinheira, Tomilho, Santolina, Cardo rolador e Bocas de lobo.

                    Campos de arroz

 

Os campos de arroz são uma das imagens símbolo das terras do sado. Terrenos alagados onde, ao longo de todo o ano, esta planta vai ganhando forma, pacientemente, até à chegada da queima do restolho no final de Setembro, que se prolonga por dias consecutivos. Ao anoitecer, a paisagem pinta-se de tons laranja e vermelho, com as chamas a alcançar o horizonte. Nestes arrozais são avistadas cegonhas, flamingos, garças, patos e enumeras aves em busca de alimento. A aplicação de pesticidas contamina os insectos e pequenos roedores que por ali vivem, contaminando assim indirectamente as aves e o homem, causando danos incalculáveis a nível ecológico e a nível da saúde humana.

 Campos de arroz

 

Montados de sobro e pinhais

 

A área envolvente ao Estuário do Sado está na sua maior parte ocupada por montados de sobreiro e pinhais mansos e bravos e respectivas plantas associadas. Neles se distribui uma extraordinária riqueza faunística. Fugidos aos intoleráveis Invernos da Europa do Norte, bastantes espécies de pequenas aves (tentilhões, pintarroxos, felosas, estorninhos, etc.) agrupam-se em extensos bandos de alegria e companheirismo, ora saltando na erva verde, ora colocando-se alerta nas árvores.

 

 Montados

 

Sapais

São zonas no Estuário onde se acumulam sedimentos (lodos, areias, detritos vários) provenientes de outras zonas do rio, constituindo terrenos de aluvião, ciclicamente alagados pelas marés e onde se fixa uma vegetação que tolera a água salgada. Algumas destas plantas são constituídas, quase exclusivamente por caules suculentos onde armazenam água filtrada de sais.

 

 Sapais

 

        Construções típicas da região do Sado

 

Construções típicas da região do Sado podem ser observadas em diversos locais da reserva, com especial incidência para a Carrasqueira. Construídas em materiais como a madeira, o adobe e o caniço, estas cabanas eram usadas como habitação e armazém para pescadores e agricultores. Hoje em dia, algumas foram recuperadas para utilização turística.

 

 

 

 Estou exausta!!!

 

Trabalho realizado por: Soraia Monteiro   N.º 21   8.ºA

publicado por EscolaJNJ às 18:24
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